LÁGRIMAS DE UMA SOLIDÃO SEM FIM
“LÁGRIMAS DE UMA SOLIDÃO SEM FIM”
Da sacada do prédio, a despedida,
A angelical mulher, a passos largos, se distanciava...
No prenúncio da solidão, minha alma perdida,
Desagüei aos prantos, um choro torrencial, soluçava...
Já não mais a avistava, apenas o cinzento horizonte,
Minhas lágrimas desbotaram o meu coração,
As emoções se solidificaram ao ressecar a límpida fonte,
A rainha renunciou, meu coração e alma fragilizados, não mais se edificarão...
Olhei para o céu, as nuvens delinearam a sua dócil feição!
Seu gracioso sorriso, seus lábios rosáceos, seus beijos enluarados,
Desmancharam-se com a passageira ilusão,
Cúmulos-nimbos anunciaram as temidas trovoadas.
Lânguido, meu sensível olhar marejou,
Na desilusão eterna de um trovador,
Estendi minha mão, meu coração silenciou,
Ao destinar, em vão, todas as lágrimas poéticas do meu amor.
(João Rodrigo I. Matsumoto)
DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP
- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 02h44
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