UM POUCO DE MIM


A VOZ DA JANELA ROMÂNTICA DA MINHA ALMA. A EXPRESSÃO DOS MEUS SENTIMENTOS E DAS MINHAS EMOÇÕES EM VERSOS. POESIAS ONDE HÁ A VERDADEIRA ENTREGA DO MEU CORAÇÃO PARA EXPRESSAR A VÍVIDA CHAMA ETERNA DO AMOR NA SUA ESSÊNCIA DE UMA PÉTALA DE ROSA PERFUMADA
NOME: João Rodrigo Ianase Matsumoto
DATA DE NASCIMENTO: 07/11/1979
PROFISSÃO: PSICÓLOGO - Bacharel em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP)em 2007
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COMUNIDADE DO ORKUT CRIADA POR MIM EM HOMENAGEM ÀS MULHERES (clique)
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LIVROS: Dom Casmurro, A hora da Estrela, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Vidas Secas, Capitães de Areia, Código da Vinci
POESIAS: No meio do caminho, Rosa de Hiroshima, Soneto de Fidelidade, Amor, Ismália, Canção do Exílio
POETAS: Castro Alves, Camões, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Alvares de Azevedo


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Bem-vinda (o) ao meu blog. Ele é feito com muito carinho e amor para você. A presença de seu coração e da sua alma em meu cantinho poético é uma honra e um privilégio a mim. Atualizo meu blog todos os sábados ou domingos, então é uma poesia inédita por semana.





ESCLARECIMENTO

Por motivo de compromissos profissionais e falta de tempo deixo publicado um grande texto em homenagem aos atletas brasileiros medalhistas no PAN 2007. São exemplos de vencedores, que honraram a pátria e nos orgulharam de sermos brasileiros. São espelhos para o futuro de nossas crianças e para a nossa vida. Pessoas encantadoras que no esporte dão a mensagem que o país pode ser mais justo, menos violento, mais harmonioso, mais afetivo e amoroso, com garra, determinação, força de vontade, e acima de tudo muito talento e disposição. E mais abaixo outra homenagem aos passageiros do VOO 3054. Deram suas vidas para salvar outras. Como me afastarei do blog por duas semanas, a próxima publicação será apenas dia 26/08. Espero que calmamente entrem neste período e leiam as homenagens, e releiam antigos textos. Grato pela compreensão e muito obrigado pela visita, sem vocês, não teria a razão de existir este cantinho, faço com muito amor e carinho para vocês, pacientes leitores.



- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 12h03
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HOMENAGEM AOS MEDALHISTAS DO PAN 2007 e ATO 1

"HOMENAGEM SINGELA AOS MEDALHISTAS DOS JOGOS PAN 2007"

           

            Represento o feito memorável de todos vocês medalhistas a uma eterna peça de teatro: inesquecível na mente de nós brasileiros. Foram duas semanas tão lindas a se admirar que desejávamos que se estendesse por um tempo infinito. Vocês são gloriosos e abençoados. São a nossa verdadeira glória, espírito de luta, espelho de dedicação, a certeza da vitória, vcs são A ALMA, O CORAÇÃO E A ESSÊNCIA do povo brasileiro, uma realidade para ser idolatrada. Vamos ao primeiro ato da peça:

 

ATO 1: "BRAVOS GUERREIROS"

 

            Os atletas brasileiros mostraram serem “bons de briga”. Munidos pela concentração oriental e disciplina, no taekwondo emocionei-me com Diogo, o nosso primeiro medalhista de ouro, ao deixar lágrimas aveludadas desfilarem por seu rosto. Um choro de determinação, de força de vontade, de vencer obstáculos, preconceitos, e ter a glória merecida de um incontestável vencedor! Lágrimas doídas de desabafo ao verbalizar aos prantos um “de novo”, também me emocionaram na figura de nossa campeã mundial Natália, ao perder pela segunda vez para a mesma adversária.

            Momentos memoráveis no judô, nas conquistas douradas irrepreensíveis de Tiago, João, Danielle e Edinanci. Derrotas contestadas de alguns atletas devido ao julgamento subjetivo dos árbitros. O desabrochar de grandes promessas, verdadeiras jóias. E a simpatia contagiante da superação de nossa medalhista do peso pesado Priscila.

            No caratê foi um desfile elegante de golpes precisos a nos abrilhantam com medalhas. Liderados por uma veterana vitoriosa: Lucélia, a tradução perfeita da mulher brasileira, dedicada, determinada, graciosa, vencedora e muitos outros adjetivos.

            No boxe a redenção de um baiano humilde, que venceu na vida as mazelas, merecidamente os holofotes a intensificar seu brilho próprio. E outros pugilistas honraram a pátria brasileira com vitórias de superação e raça.

            Nas lutas mesmo sem tradição e grandes investimentos, nossos atletas se inspiraram em guerreiros greco-romanos e superaram seus limites.

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP



- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 12h02
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ATO 2 e ATO 3

ATO 2: "O IMPROVÁVEL EM GLÓRIA HOMÉRICA"

 

            Muitos esportes brasileiros são desconhecidos na mídia, não recebem investimentos e patrocínios dignos de grandes competições. Mesmo com estas adversidades muitos brasileiros mostraram todo seu talento.

            Os esgrimistas deram um espetáculo de ligeireza, perspicácia, concentração e instinto em atacar o oponente e se defenderem de investidas. Toda a equipe se superou e três deles pareciam maestros regendo seus instrumentos nos combates: João com seu florete, Renzo com seu sabre e a ternura de Clarisse e sua espada.

            A equipe do boliche desfilou “strikes” monumentais pela pista. Um desempenho fantástico.

            No badminton os atletas brasileiros mostraram a sintonia fina entre uma pequena raquete e a leveza de uma peteca.

            Os atiradores demonstraram fluir em suas veias um sangue gélido a fim de atingirem a eficácia e presteza ao visar alvos e objetos distantes.

            Na leveza dos movimentos artísticos a desafiar a gravidade, um casal encantador: Marcel e Juliana, na patinação artística. Assim como os atletas brasileiros a desafiar as águas sobre esquis, em manobras radicais, no esqui-aquático.

            No mountain bike e no ciclismo, nossos atletas mostraram a harmonia cíclica nas pedaladas.

            No levantamento de peso, nossos atletas mostraram que tem músculos de ferro, a suportar pesos grandiosos maiores que os próprios pesos físicos. Uma impressionante cena de força e técnica, aliada a muita superação.

            No pentlato moderno, Yanne se vestiu de nossa “Mulher Maravilha” e com uma constância e talento em competir em esportes tão diferenciados, conquistou nossa admiração por seu brilho eclético.

 

ATO 3 : "UM RECORDISTA ETERNO E UM GUERREIRO"

 

            O guerreiro foi Flávio no tênis, com um espírito implacável de vencedor, não entregou o jogo e lutou até as últimas energias, mesmo nas adversidades. Foi premiado com a vitória dos grandes campeões, inspirado por nosso ídolo Guga.

            Já o recordista eterno teve a colaboração de dois jovens brilhantes no tênis de mesa: Gustavo e Tiago. Sem eles não haveria a façanha do Recorde de medalhas douradas. Hugo entra para história com sua luta, sua vontade, sua concentração. Será eternizado um vencedor, um recordista, por tudo que ele representou pelo esporte brasileiro.

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

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- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 12h00
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ATO 4

ATO 4: "HOMENS E MULHERES-PEIXES"

 

            Pareciam os atletas da natação brasileira, verdadeiros peixes, a deslizar calmamente pelas águas da piscina. Uma impressionante combinação de talento e técnica apurada de movimentos ritmados e mecânicos. No feminino, muitos nomes encantaram pela pouca experiência e pela grande vontade em vencer, e se superarem como Daiene, Gabriela e Fernanda. Muitas promessas futuras como Larissa, Manuella, Tatiane, Veruska e Lílian. Joana cada vez mais perto a abraçar novamente seu talento singular, impressionante, que havia deixado adormecer um pouco com intuito, de descansa-lo por um momento. Monique e Tatiana foram a suavidade da experiência a vencer com muita determinação e arte.  Fabíola foi um destaque a se exaltar, na flor da sua maturidade, nadou com uma menina a iniciar: com muita determinação, força mental em vencer e superar as dificuldades, uma campeã prestes a nos deixar com muitas saudades. Flavia e Rebeca nossas principais velocistas provaram ser a dupla feminina que foi representada no masculino por anos por Xuxa e Gustavo. Dois talentos preciosos, com a imagem marcante da emoção de Rebeca ao vencer a prova dos 50 metros livres.   

            No masculino, muitas pedras preciosissimas a aliar uma grandiosa vontade em vencer as dificuldades e aprimorar a técnica. E alguns fenômenos como nosso Tiago, fôlego de maratonista, e talento raro. César velocidade impressionante e grande vontade em se superar e derrubar recordes mundiais. Kaio uma técnica de virada incomum pelo seu talento indiscutível e soberano no nado borboleta.

            Na maratona aquática, mais uma injustiça que só o esporte proporciona, por frações de segundo Poliana foi prata, mas em minha concepção foi empate técnico, uma resistência impressionante e uma raça louvável assim como Ana, a caçula que ainda brilhará mais, e os meninos, no ritmo das braçadas que se denominavam superação, como Allan e Marcelo.

            Com instrumentos náuticos os brasileiros também arrasaram. No remo e canoagem, demonstraram muita força de vontade em remar, remar e vencer os adversários. E na vela, o espetáculo foi um consenso. Os brasileiros dominaram os barcos de suas respectivas classes e deram um show de técnica ao velejarem. 

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

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- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 11h59
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ATO 5

ATO 5: "HOMENS E MULHERES MÁQUINAS"

 

            No atletismo o céu estava nublado, porém estava muito, mas muito feliz! Paradoxal se não fosse o prenúncio de uma chuva dourada, prateada e bronzeada de medalhas de nossos atletas. Foi emocionante prender a respiração e perder o fôlego pela equipe masculina do revezamento 4x100m, ver a magia das corredoras fundistas brasileiras do 3000m com obstáculos: Sabine e Zenaide. Deliciar-se com a solidão de Fabiana a tentar quebrar recordes pessoais, já que seu talento devastador a deixou sem adversárias a altura. Suspirar emocionado com a superação e retorno dourado e merecido de Maurren, a eterna campeã. O brilho florido de Keila, Lucélia, Lucimara, Márcia, o casal de sucesso e talento Juliana e Marilson, a potência explosiva e de campeão mundial de Jadel, o triplista voador orgulho do Brasil, Hudson e seu grandioso recorde batido, nosso novo Joaquim, e Franck e sua corrida de recuperação a nos impressionar e nos presentear com um fechamento dourado no atletismo.

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

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- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 11h58
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ATO 6

"ATO 6: SUCESSO NA COLETIVIDADE"

 

            Nos esportes coletivos, a união foi o ingrediente do sucesso.

            No pólo aquático, as meninas demonstraram garra até o final e perderam por um mínimo detalhe. Os rapazes honraram a pátria ao encararem sem medo o temível time americano.

            No vôlei as meninas sucumbiram à provocação das cubanas, mas mostraram brios de jamais desistirem e lutarem até esgotarem as possibilidades. Os rapazes, mesmo com a ausência do melhor levantador do mundo, ratificaram o título merecido: um time a nos espelharmos, imbatível!

            No basquete feminino as meninas mostraram uma garra descomunal e uma jogadora se despediu da mesma forma que vivenciou toda sua carreira esportiva: ovacionada pelo público, e vitoriosa. No masculino, com destaque a coletividade, técnica, determinação, não encontrou obstáculos à conquista de um tripé dourado.

            No handball, dois times encantadores, a cada tento marcado, uma profusão de raios solares dourados emanavam das mãos habilidosas de nossas jogadoras (es). Um encanto de técnica e talento.

            No futebol as meninas encheram nossos olhos de emoção, o ponto alto dos esportes coletivos foi à magia e coletividade de um futebol sem “máscaras”. Com os pés a melhor jogadora do mundo, fez mágica, foi uma Deusa, aos prantos num ato caridoso de amizade, pediu carinho a quem não tem a oportunidade como ela de jogar no exterior, exemplo de ser humano que pela pátria vence o cansaço, não se considera a protagonista da seleção, não menospreza o adversário e desequilibra com seus dribles desconcertantes e passes geniais, sempre acompanhada de um exército de guerreiras e lutadoras ao seu redor.

            No vôlei de praia, temos uma dupla de reis e uma dupla de rainhas, e como diz o ditado popular: “quem é rei (rainha), nunca perde a majestade”. Uma técnica apurada e um talento indiscutível, possuem os meninos e as meninas.

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

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- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 11h57
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ATO 7 e ATO 8

ATO 7: "A GRACIOSIDADE, TERNURA DAS MENINAS ARTÍSTICAS"

           

Na ginástica rítmica as meninas carismáticas aliaram a união em residirem juntas, o envolvimento, a disciplina, numa apresentação memorável, digna de aplausos intermináveis. Maças, arcos e cordas no conjunto formado pelas graciosas: Tayanne, Daniela, Luisa, Natalia e Nicole, uma constelação de cinco estrelas cada uma com um incontestável talento e brilho dourado. Maças, arcos, cordas e fitas, na ternura individual de Angélica e um domínio e encanto nas cordas. E em Ana Paula com muita emoção no arco e sua apresentação cativante, apaixonante. Uma dupla carismática e vitoriosa.

No nado sincronizado onde nossas graciosas brasileirinhas transformaram o centro aquático em um palco artístico de encantamento e suspiro a cada elemento executado com a perfeição e representatividade de nossa cultura. Bia, Branca, Caroline, Giovana, Gláucia, Lara, Michelle e Nayara demonstraram a doçura feminina numa obra-prima em que eram protagonistas talentosas.

 

 

ATO 8: "A ARTE ENCANTADORA DAS ACROBACIAS"

 

            No nado sincronizado um desfile de piruetas técnicas e envolventes de nossos atletas, a fazer o público presente suspirar num encantamento sem fim.  

            Na ginástica acrobática, nosso quarteto foi fantástico, demonstrou muita sintonia de movimentos ousados e competindo num nível elevado com os melhores, e a recompensa de tanto esforço foi representada pela doçura da jovem Giovanna.

            Na ginástica artística, todos representantes são talentos natos fadados à vitória. Mosiah com sua experiência e perfeição nos movimentos encantou a platéia. Diego e sua “exibição de gala” no solo, e seus saltos impressionantes no cavalo, foi ovacionado pelo público presente a reconhecer todo seu brilho. Vitor e sua superação esportiva, ajudou heroicamente a equipe a conquistar uma medalha com muito sacrifício e um dedo fraturado. Guto, Danilo, Adan completam um time repleto de qualidades técnicas a se admirar.

            Pelas garotas, Daiane combalida, com um esforço sobrenatural levou a equipe ao segundo degrau mais alto do pódio, carismática foi ovacionada pelo público em sua apresentação única no PAN, no solo. Danielle com sua experiência, mostrou frieza e equilíbrio de campeã no aparelho mais difícil da ginástica, a trave. Khiuani me impressionou. A primeira ginasta a abrir o PAN pelo Brasil, novata, com sua garra se equilibrou na trave e sem queda, abriu as cortinas do espetáculo da ginástica com uma respeitosa e digna de elogios “boas vindas”. Ana Cláudia a mais novata de todas era uma verdadeira princesa a desfilar pelos aparelhos, uma gracinha, com seu talento a ser cada vez mais ser lapidado, com as experiências das grandes competições. Laís não é mais uma promessa, já é uma realidade, mesmo recuperando de uma contusão, longe da melhor forma física e técnica, mostrou muito amadurecimento e experiência para competir em alto nível e quase sem erros comprometedores, digno dos grandes campeões. E ...

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP



- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 11h55
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ATO FINAL

 ATO FINAL: "O MONÓLOGO DE JADE"

 

O monólogo da personagem que me identifiquei completamente nos jogos do PAN 2007: uma garotinha de apenas 16 anos, certamente um ídolo para nós admiradores e fãs. No pior momento a perder um ente querido, na infância, teve que suportar a dor de um luto árduo, a perda da mãe que é nossa primeira figura de identificação, a fornecedora do nosso primeiro contato afetivo, de nosso primeiro alimento. Como os vitoriosos, e diferenciados, a menina se dedicou ao esporte, precisamente a ginástica. E representou nosso país sempre observada pelos céus por uma mamãe chorosa de tanto orgulho pelo seu maior tesouro apesar da distância. Dava orgulho em ver suas acrobacias técnicas e muitas vezes ousadas, como o salto sobre o cavalo no final individual geral por aparelhos. Quando a medalha parecia garantida com um salto digno de campeãs mundiais e olímpicas, e ela partia apreensiva para o último aparelho, meu coração disparou, como se fosse uma irmã ou filha que competia. Tudo caminhava com perfeição nas assimétricas, quando a fatalidade do esporte despontou numa queda imprevisível. Era a frustração da medalha a escapar pelas mãos, com um sopro suave. Ficou visível no rosto choroso da angelical atleta brasileira. Nada de desculpas, de ocultar o erro, apenas na sua ingenuidade doce, lamentos por tanto treino e a impiedosa imperfeição momentânea que são sombras que perseguem as ginastas nas grandes competições.

No dia seguinte, suportou a imensa pressão, o revés do dia anterior, não desistiu dos seus sonhos, e de toda sua dedicação e disciplina apostada nos treinamentos rígidos deste esporte. Foi louvada merecidamente com a medalha dourada. Esta garotinha é um exemplo para nós brasileiros, de determinação, de vencer a dor da perda, de superar os próprios limites, de aprender com os erros, de suportar a pressão, de vencer na vida tanto pessoalmente quanto profissionalmente. E encerrou a peça teatral do PAN com um brilhante monólogo, ao nos presentear com o orgulho em sermos brasileiros: no seu jeitinho tímido, reservado, demonstrou a sua humildade, no seu sorriso, a graciosidade de um meigo carisma, na simpatia de suas acrobacias uma alma de ternura, e para finalizar com medalha dourada sua apresentação irretocável, seus beijos lançados à platéia no solo, foi a expressão genuína de suas emoções, a desabrochar em seu coração de menina, e lançar a nós brasileiros admiradores, naquele gesto sensível, a magia eterna da essência plena do amor. Certamente sua mãe dos céus se envolveu nesse amor todo proveniente do seu coração e simbolizado no seu beijo final da apresentação do solo, e comovida com sua princesa, derramou lágrimas de paixão a te abençoar pela sua vida toda. E com esse amor genuíno,  sincero que encerro esta homenagem a todos os atletas brasileiros do PAN, parabenizando-os: vocês merecem de coração e alma todo sucesso, pois vocês são vencedores tanto como seres humanos, quanto como profissionais.

 

(João Rodrigo I. Matsumoto)

DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP



- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 11h54
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