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"SER MÃE..."
Na doçura da infância, as meninas dão comida na boquinha das bonecas,
No raiar da adolescência, as garotas aconchegam em seus colos, os bebês de conhecidos,
No ápice da juventude, as moçoilas suspiram ao imaginar suas próprias flores,
No esplendor das mulheres, a luminescência do diamante maternal.
Ser mãe...
É despertar assustada na madrugada e prontamente amamentar seus bebês chorosos,
É viver eternamente boquiaberta de paixão pelo sorriso gracioso de seus nenês fofos.
Ser mãe...
É gargalhar com as peripécias e artimanhas de seus rebentos,
É andar de mãozinhas dadas pelo parque de diversão com suas crianças.
Ser mãe...
É emoção perfeita ao admirar sua pedra preciosa menstruar pela primeira vez,
É ter a paciência infinita a cada rebeldia adolescente, sem justa causa.
Ser mãe...
É orgulhar-se na valsa de formatura da sua filha (o),
É chorar copiosamente no casamento do seu filho (a).
Ser mãe...
È abraçar afetivamente seus filhos (as), protegendo-os das ameaças constantes do ambiente,
É um amor ilimitado, absoluto, que jorra de seu coração, e vestem a alma de suas filhas (os).
(João Rodrigo I. Matsumoto)
"POR DETRÁS DA BELEZA EXTERIOR, UM CORAÇÃO ÁVIDO EM AMAR"
Meus homens e suas seduções perfídias,
Festival de máscaras, personagens da aberração.
Nasci adormecida, no berço do canteiro de orquídeas,
Graciosa protagonista dos contos de fadas: Lírica perfeição.
Na adolescência, minha beleza exterior se evidenciou,
Minha alma simbolizada pelo anoitecer a silenciar,
Meu primeiro homem, o abutre que indiscaradamente me abusou,
O piano formoso emitiu um agudo choroso, o melancólico soluçar.
Universo masculino a me idolatrar na juventude,
Na mocidade fui retratada em valiosíssimas obras de arte carnais,
Feição estonteante, corpo curvilíneo, minha plenitude,
Na presente maturidade, coleção de relacionamentos superficiais.
Nos meus calientes beijos não souberam ler a pureza de minha emoção,
Rotularam-me uma inanimada máquina do prazer,
Minha alma feminina invejável pela beleza exterior é um romântico coração:
Suspira amor, Respira amor, Vive amor, anseia casar e ter filhos e filhas para amar, amar e amar...
(João Rodrigo I. Matsumoto)