DA JANELA ADMIRO UMA ANJINHA MORENA
"DA JANELA ADMIRO UMA ANJINHA MORENA"
Dois corações pelo despenhadeiro da distância separados,
Prematuros, não desenvolveram asas douradas para se encontrarem,
Em suas vidas isoladas perduram sucessivos desencontros amorosos, sofrem alienados,
Clamam impaciente pelo destino para loucamente se amarem.
Minha alma voa sem rumo no inverno da solidão,
A magnitude dos teus lábios, imagino acariciar,
Ao mirar a esperança apaixonada de tua janela, visualizo apenas a escuridão,
Anseios em revoada ao meu gracioso bebezinho amar.
Da sala, o abajur acende uma luz alaranjada,
Pelo meu coração vagueia a emoção desenfreada em te conhecer,
Sorriso magistral, rainha carismática a ser reverenciada.
Romântico devaneio: abraçado ao meu futuro luar, a eternamente conviver.
Da minha janela admiro a cortininha branca da cozinha lentamente se abrir,
Ela delineia-se na delicadeza de um rosáceo coração,
Do seu afetuoso interior, floresce uma alma feminina morena a reluzir,
Meus olhos marejados vivem para desvendar em teus olhos a singela poesia do teu amor.
(João Rodrigo I. Matsumoto)
DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP
- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 20h52
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