O TEMPO
"O TEMPO"
Foi proclamado um romântico grito de amor feminino,
Reverberou inutilmente, na frieza de um homem,
Incompreensível, tapou firmemente os seus ouvidos,
Considerou o gesto vexatório: uma ridícula encenação teatral.
A platéia presente estarrecida emudeceu,
A figura masculina retirou-se imponente,
Enquanto a alma feminina desolada, cabisbaixa,
Vaias avassaladoras ao insensível, seguida de uma ovação à donzela.
O tempo cronológico foi se esvaindo,
A mulher solitária procurou livrar-se da solidão torturante,
Percorreu desertos, matas fechadas, continentes,
Mas jamais descobriu a natureza plena do amor.
Sua alma conformou-se com a desilusão,
Seu coração mergulhou profundamente na reclusão,
Estafada com a busca incessante da compreensão masculina,
A alma feminina foi envelhecendo, não notou o tempo passar.
Mas o amor em sua essência transcende as barreiras do tempo,
Seu grito jamais perdeu forças, se encorpou,
Ecoou com sentimentos puros, numa chuva de emoções,
E repousou meigo, nos ouvidos dos corações apaixonados.
(João Rodrigo Matsumoto)
DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP
- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 23h54
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