POMBO 39
Sou estudante de Psicologia da USP, e faço um trabalho com pombos na iniciação científica. Mas quinta feira, fiquei um pouco fragilizado emocionalmente, pois morreu durante o experimento, um dos pombos com o qual trabalho, o POMBO 39, a quem dedico esta homenagem, na poesia desta semana. Afinal ao conviver quase que diariamente, acaba-se criando afeto e amor.
"POMBO 39"
Penas branquinhas como as nuvens celestes,
Patinhas delicadas demonstravam sua fragilidade,
Bico saliente para obter seu alimento e trabalhar,
Olhos ágeis capturavam o movimento ao redor.
Foram aproximadamente quatro meses de relacionamento,
Em sua gaiolinha, marcava sua presença destacada,
Com as férias da bioterista, nossos encontros tornaram-se diários,
Ao abraça-lo para conduzi-lo ao experimento, sentia afeto.
O destino interferiu... Numa manhã fria de quinta feira,
Nosso último contato: carinhosamente o pesei na balança,
Ele acusou estar doente, cem gramas abaixo do seu peso ideal,
Enfraquecido, nosso último contato foi melancólico.
Não mais senti a energia do seu pulsante coração,
Sua alma vagarosamente se distanciava desta vida,
A saudade será eterna, ele estará presente em minha memória,
Ao alimentar os outros pombos, lágrimas, ao ver sua gaiola vazia.
(João Rodrigo I. Matsumoto)
DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP
- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 17h18
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