AMOR ROTINEIRO
“AMOR ROTINEIRO”
Na noite enluarada, sonhei com um jantar a luz de velas,
Encontro-me solitária... Tu preferiste os amigos do bar,
Comentários indecentes sobre as mulheres mais belas,
Olhar descarado na gostosona garçonete a rebolar.
Enredo devaneador, filme romântico, a esperar
Em vão, meu rosto por tuas mãos, ser acariciado,
Beijos com sofreguidão a me desejar, a me amar,
Infelizmente são águas turvas, pertencem ao passado.
Definho-me no meu estado de torpor,
Quantos momentos, EU TE AMO, a desejar,
Tu preferiste teu hino de louvor:
GOOOLL DO BRASIL, a me decepcionar.
No inesquecível aniversário de nosso casamento,
Imaginei rosas, um poema, uma jóia, um ursinho de pelúcia, lembranças...
Fui presenteada apenas com um pedido de desculpas pelo teu esquecimento,
Ainda imploras irritado para compreender tuas lambanças!
Respiração dificultada, meu peito angustiado,
Último suspiro: Que tal discutirmos nossa relação?
Tu disparas mortalmente: Para de bobagens! Não há nada de errado!
Promove impiedosamente a falência do meu coração.
(João Rodrigo I. Matsumoto)
DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP
- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 23h24
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