AH... MINHA TIMIDEZ...
“AH... MINHA TIMIDEZ...”
Charmosa, com teus lisos cabelos esvoaçantes,
Anjinha, veio a Terra desaguar tua prateada sensibilidade,
Boca delineada por contornos perfeitos, lábios insinuantes,
Destroça desavisados corações masculinos, ao exalar tua feminilidade.
A primeira vez que avistei tua inigualável feição,
Não faltaram em meus pensamentos, versos para me declarar,
Minha timidez refreou meu ímpeto: musicaria um poema no violão,
Furtaria as estrelas cintilantes para te presentear.
Minha alma se fragiliza, com tua presença majestosa,
Frente a ti, ela não aprendeu a se comportar,
Compartilhar minhas intimidades é uma atitude laboriosa,
Se convivesse contigo, meu coração se renderia ao desabrochar.
Sofro calado, angustia não ser detentor do teu singular coração,
Amargura a perda de mais uma grandiosa oportunidade,
Minha coragem é derrotada pela minha introversão,
Tua companhia é a chave rosada do romance, rumo a eternidade.
Através de teus olhos claros, vi no arco-íris o esplendor,
É incansável a minha admiração pelo teu genuíno olhar,
Suspiros... Adormeci sonhando em conquistar o teu amor,
Despertei desvairado para brevemente te reencontrar...
(João Rodrigo I. Matsumoto)
DIREITO AUTORAL RESERVADO - (LEI NÚMERO 9610/98 ART. 184) - REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL/SP
- Escrito por: JOÃO-PROIBIDA A CÓPIA INDEVIDA às 00h23
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